A mudança de adversário trouxe a mudança da atitude de
Anderson Silva.
Em uma teleconferência por telefone nesta quinta-feira, o campeão dos
pesos-médios do UFC nem de longe parecia o lutador transtornado que deu,
há cerca de dois meses, algumas das mais controvertidas declarações
sobre um adversário, referindo-se de forma vuiolenta, ameaçadora e
agressiva a Chael Sonnen, seu então futuro adversário no UFC 148. Mais
cordial, e demonstrando ter muito respeito por
Stephan Bonnar,
que irá enfrentá-lo no UFC Rio III, que acontece no dia 13 de outubro,
no Rio de Janeiro, Anderson garantiu que está se preparando muito para
encarar o "Psicopata Americano" - apelido de Bonnar.
Anderson Silva e Stephan Bonnar fazem a luta principal do UFC Rio III (Montagem sobre foto da Getty Images)
- Pra mim, Stephan Bonnar é um grande atleta, faz parte da historia do
UFC, tem seu valor dentro do UFC, é um cara perigoso, bom em pé, bom no
chão, bom no wrestling. É um cara completo. Pra ser atleta do UFC, tem
que estar sempre bem, preparado pra qualquer tipo de situação. Qualquer
cara que vai lutar no UFC não pode menosprezar nenhum lutador, porque
pode terminar nocauteado ou finalizado. Todos os atletas que estão no
UFC estão preparados para ser campeões e vencerem. Os melhores lutadores
do mundo hoje são do UFC e, pra mim, lutar com o Bonnar é uma honra.
Claro que qualquer um pode ser vencido por ele. É um grande campeão e
tem todas as ferramentas para derrotar qualquer um. Sei que será um
grande desafio, e estou me preparando muito. É uma luta que estou
devendo ao público brasileiro, e foi por isso que aceitei, para
corresponder ao público brasileiro todo o amor que estou recebendo dele.
Acredito que esta é uma luta que vai entrar no meu currículo como uma
das lutas mais históricas do MMA e da minha carreira. Fiquei muito feliz
de ele aceitar a luta nas mesmas condições que eu, sem muito tempo de
treino. Acredito que essa luta vai alavancar a minha carreira e a do
Stephan Bonnar também. Um dia as pessoas vão ligar a televisão e vão ver
um campeão do UFC lutando com um cara que tem muita história no UFC.
Anderson também falou sobre a decisão de lutar no evento, que chegou a
correr o risco de ser cancelado após as contusões de José Aldo - que
faria a luta principal contra Frankie Edgar - e a saída de Vitor
Belfort, deslocado para disputar o cionturão dos meio-pesados contra Jon
Jones no UFC 152.
- Claro, eu me sinto na responsabilidade, e como parte da familia do
UFC, eu acredito que não só eu, mas todos os outros atletas podemos
ajudar a manter o show, principalmente um show como esse que podia ser
cancelado. Temos que ter essa consciência de que podemos ajudar o show, e
estou fazendo minha parte. Claro que se eu achasse que não poderia, e
minha equipe achasse que eu nao tinha condições, eu não faria. Acho que
você tem que estar sempre passando aos seus filhos valores morais e
éticos. Não sou perfeito, longe disso, mas procuro sempre ser melhor
todos os dias. Isso foi uma forma de mostrar como estou tentando ser
melhor todos os dias. Acho fundamental e super importante que as pessoas
entendam e conheçam o valor que o Brasil tem. O Brasil tem os melhores
atletas da modalidade, temos muito material humano, e somos um país que
tem tradição em luta. Sem menosprezar outros paises, como Japão,
Inglaterra e EUA também, que tem tradição, mas temos um legado na luta.
Perguntado sobre qual seria sua estratégia para enfrentar Bonnar, o
Spider não revelou detalhes sobre o que está treinando para encarar o
americano.
- Minha estratégia de luta é basicamente fazer o que venho fazendo
sempre e não mudar muito. Manter meu foco e fazer o que nasci pra fazer,
que é ser o mais direto e o mais técnico que puder. Mas uma das coisas
que gosto de fazer é estar criando, e é um treino que já faço há muitos
anos, desde que treinava capoeira. É uma coisa que ajuda no meu reflexo,
na resposta rápida que preciso dentro da luta.
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